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Como a nuvem é construída (critério): o tamanho de cada palavra é o número de títulos distintos em que ela apareceu na semana (repetições dentro do mesmo título contam uma vez). Fonte: títulos coletados dos sitemaps-news e do Google News RSS — não o corpo das matérias. Filtros: palavras com 4+ letras, remoção de conectivos e verbos genéricos, agrupamento de nomes compostos (ex.: "Flávio Bolsonaro" = um termo) e unificação de variações (eleição/eleições, católico/católicos). Cada aba tem escala própria: o maior termo do veículo define o tamanho máximo.
Para que serve — e para que não serve: a nuvem revela vocabulário e tom editorial. Ela não é medição de share de tema: para isso, use a classificação por território na taxonomia (Radar de Concorrência, Bloco 06).
Como ler: o tamanho de cada bloco é proporcional ao volume publicado na semana. Nota: as URLs de redirecionamento da Folha foram reclassificadas retroativamente pela URL de destino (85% recuperadas; "geral*" = restante não identificado). A árvore dela agora reflete a semana completa.
Colunismo e mercado lideram; "poder" (política) é só a 5ª editoria, com 9%. O F5 — que estava invisível no radar até este mês — responde por 9% de tudo que a Folha publica. O volume dela é opinião, economia e cultura; política é a vitrine, não o motor.
Com a fábrica, a Oeste mantém volume quase igual a semana inteira (187 nos úteis, 178 no fim de semana — variação de 5%). O Antagonista repete o padrão (127 e 124).
O líder de volume do grupo sustenta a cadência com blogs e colunas (17%, a maior editoria) — mesmo modelo da Folha, em escala maior. Fora isso, o vocabulário já é eleitoral: "2026", "campanha", "candidatos" aparecem entre os termos mais frequentes.
Fora da política (16%), o motor é esporte + finanças pessoais. Os termos mais frequentes depois de política são guias de utilidade: "onde", "vivo", "horário", "assistir" — conteúdo desenhado para busca, não para manchete.
Os três rivais crescem volume com conteúdo que não disputa a política — serviço/utilidade (Folha, Estadão), lifestyle viral (Oeste) e verticais de nicho (Estadão). A Gazeta quase não joga esse jogo no site principal: fora da política, seus termos fortes seguem sendo tarifaço, católicos e Paraná.
E o alerta vermelho: a Oeste está ocupando o território de comportamento e espiritualidade pop ("provérbio" ×28, "psicologia" ×33) — a versão rasa do que a Sempre Família faz com profundidade. É audiência da comunidade da Gazeta sendo capturada por fórmula de clique. Decisão a tomar: trazer o comportamento cristão qualificado pro campo de batalha do volume, ou ceder o terreno.